Matthias Dolderer: "A etapa do Porto é energia pura"
Vem da Alemanha, chama-se Matthias Dolderer e é o actual campeão em título da Red Bull Air Race. Já correu no Porto em 2009 e diz que é inevitável ficar com "pele-de-galinha" com tantos milhares de pessoas a assistir à prova nas margens das duas cidades.
Em 2016 não teve oposição à altura, e com uma regularidade impressionante, marcou presença no pódio em praticamente todos os eventos, excepção feita apenas à jornada de Chiba, tendo sido o primeiro piloto na história do Campeonato a garantir a conquista do título mundial antes da realização da última etapa. Em 2017, não tem conseguido estar ao mesmo nível, tendo apenas subido ao pódio na etapa de San Diego, onde foi terceiro classificado.
Carismático e entusiasta em tudo o que envolva a competição e acrobacia aérea, Matthias Dolderer estreou-se na Red Bull Air Race em 2009, tendo já nesse ano voado nos céus sobre o rio Douro, onde conquistou a sexta posição final.
Antes disso, já se encontrava ligado à organização, sendo o piloto responsável pelos voos de promoção com a imprensa e convidados da organização. Compara o voo de precisão na Red Bull Air Race a "tentarmos estacionar um automóvel numa garagem a 400 quilómetros por hora"!
Cresceu no seio do mundo aeronáutico, pois os seus pais eram proprietários de um aeródromo na cidade alemã de Tannheim tendo realizado o primeiro voo a solo com apenas 14 anos. Com vários títulos de aviação desportiva a figurar no seu currículo, um dos mais impressionantes registos que possui é o facto de já ter pilotado mais de 130 tipos de diferentes aeronaves, desde aviões, planadores, jatos e helicópteros.
MATTHIAS DOLDERER
Equipa: Matthias Dolderer Racing
País: Alemanha
Idade: 46 anos (15-09-1970)
Avião utilizado: Zivko Edge 540 V3
O que recorda da sua última visita ao Porto?
Em 2009, corri pela primeira vez no campeonato e também no Porto. Gostei imenso do traçado e ainda mais da cidade. Terminei na sexta posição o que para a altura foi dentro do esperado. O evento tem um aeroporto de corrida (Queimódromo) muito interessante e com uma pista desafiante.
Acha que terá alguma vantagem por já ter competido aqui anteriormente?
Não. Todos os 14 pilotos são muito experientes e adaptam-se às pistas muito rapidamente. A pista, este ano, é praticamente igual ao que era no passado, apenas a chicane é abordada de forma diferente. Adaptei-me muito bem em 2009 e creio que este ano será igual.
Qual é a sensação de vão tão perto das margens do rio Douro, com o imenso público a assistir e apoiar?
Durante a corrida mal conseguimos ver a cidade ou os espectadores? Mas, claro, quando vemos as imagens na televisão, é inevitável ficar com "pele-de-galinha" ao perceber que há gente a ver e a vibrar. É energia pura! É um sentimento fantástico poder voar sobre o rio num local tão bonito.
Quais as expectativas para a corrida de Portugal e para o Campeonato Mundial de 2017?
Para o Porto espero ter um desempenho calmo e eficiente. Não arrisco, contudo, fazer previsões, nem para a corrida nem para o campeonato de 2017. Neste momento, avalio corrida a corrida. Mas estou sem dúvida muito ansioso por voltar a correr no Porto.
